30 Março, 2017 10:34

Acordo entre Fapepi e Capes gerou mais de 300 bolsas de pós-graduação no Piauí

Carlos Rocha

A pós-graduação é um dos principais itens de um currículo bem construído, especialmente nos últimos anos. O aprendizado básico nas universidades já não é suficiente para garantir uma posição de destaque no mercado de trabalho. É claro que o objetivo é sempre a busca por mais conhecimento e não apenas um título. Além disso, o profissional bem qualificado é sinônimo de uma instituição de ensino bem-sucedida, estruturada e que proporciona educação de qualidade a seu corpo discente. Portanto, os cursos de pós-graduação, especialmente a modalidade stricto sensu que compreende os cursos de mestrado e doutorado, são fortes indícios que demonstram o quão bem uma determinada área de ensino é avaliada dentro de uma universidade.

Sob essa perspectiva, em 2012, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) fez convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) apoio para melhorar a educação superior no estado. Assim, foi celebrado o Acordo Capes-Fapepi de Apoio ao Desenvolvimento de Programas de Pós-Graduação stricto sensu em Instituições de Ensino Superior do Piauí; Ufpi, Uespi e IFPI, com duração de cinco anos. O objetivo é apoiar os Programas de Pós-Graduação (stricto sensu) do estado do Piauí, ampliando a formação de recursos humanos de alto nível em áreas estratégias do estado, além de apoiar e qualificar em nível de doutorado no país, professores doutorandos vinculados a instituições públicas de ensino superior no Piauí. Ao todo o acordo concedeu 32 bolsas para programas de doutorado da Ufpi, 275 bolsas para programas de mestrado, todos reconhecidos pela Capes e com editais de seleção elaborados pela Fapepi, e 36 bolsas de doutorado para docentes, 80% desses beneficiados da Ufpi. Os recursos somam R$ 14.109.120,00 sendo R$ 3.680.400,00 a contrapartida do Governo do Estado através da Fapepi.

O presidente da Fapepi, Francisco Guedes, avalia a evolução da qualidade do ensino superior no Piauí através do convênio Capes-Fapepi. “O fortalecimento dos programas de pós-graduação stricto sensu do estado vem contribuindo para a formação de novos grupos de pesquisa em áreas prioritárias, consolidando os grupos já existentes, estimulando a cooperação acadêmica e criando novos programas de pós-graduação. Outro ponto de destaque é a melhoria das atividades de pesquisa no interior do estado através da formação de novos doutores.”

Francisco Guedes reforça a importância de renovar o convênio com a Capes para que a educação superior no Piauí continue a se desenvolver. “Estamos fazendo gestão junto à Capes, desde o ano passado, para renovação deste convênio, que encerra em agosto. E a Capes determinou que não haverá renovação e sim um novo convênio que só pode ser feito após a prestação de contas deste. Estamos com a proposta pronta no valor de R$ 30 milhões, com contrapartida do Estado de R$ 10 milhões e precisamos de um grande mutirão das autoridades do executivo, do legislativo, da bancada federal e dos reitores das universidades junto ao Ministério de Educação e Cultura para a aprovação do mesmo”, conclui o presidente da Fapepi.